Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 Blogue Artistas de Itararé, Cidade Poema
 Site do autor, em Itararé-SP
 Blogue do Autor de Campo de Trigo Com Corvos




Blog de Campo de Trigo Com Corvos (Livro de Contos de Silas Correa Leite)
 


Pais & Filhos (Microconto)


- Pai, por que tem um boneco igualzinho a mim lá dentro? - indagou,
ao desembarcar do Trem Fantasma, o pimpolho de Dr. Frank.


Carlos Cruz


Escrito por zanzes às 10h05
[] [envie esta mensagem
] []





 

Solitário (Poema)

sim, sou solitário
não me rendo à sociedade
em sua voraz vontade
de me fazer contrário

é, também sou incompleto
sem chão nem teto

o que sonhei já foi tarde
sobro um covarde

tudo que eu queria
(um dia)
era acordar satisfeito
dos meus feitos

mas só restam os defeitos
 
 


Escrito por zanzes às 09h59
[] [envie esta mensagem
] []





 




Corlapso


hoje
não choveu estrelas
nem
pétalas de prosa,
hoje
fez-se brisa
onde era brasa
e restou
uma poesia rasa,
hoje
eu esqueci as asas

em casa.


(Múcio Góes, do Blog de 7 cabeças)


Escrito por zanzes às 10h37
[] [envie esta mensagem
] []





 

Feito na Luta

 

 

Acostumado a destemperos, problemas, conflitos

Fui treinado a vida inteira para lutar

Romper diques, mudar o que precisaria enfrentar para ser mudado

Que assim me fiz guerreiro e sempre pronto para embates e confrontações

 

Tive que cavar eu mesmo o meu próprio pão

Minha rotina foi sempre de vencer desafios

Cada dia, cada luta, e em cada luta lições e o meu próprio quinhão

De dor, de sofrimento, mesmo com neuras, certas conquistas e realizações

 

Acostumado a estar próximo da morte nas trilhas

Agora que consegui o que busquei, já em calmaria

Já não tenho muitos desafios para continuar sendo o que aprendi a ser

Um batalhador feito de brios, com sangue e suor de duras empreitas

 

Ninguém mais discute ou teima comigo agora

Nem espadas ou dialéticas, nem impertinências

Parece que essa nova rotina virou um triste caldo água com açúcar

Não tem muito a ver comigo, com o ímpeto para o qual fui treinado

 

As vezes imploro que alguém discorde de mim

Que me desafie para nova evolução na luta

Mas ninguém quer topar duelo com o guerreiro que me fiz e assim

Começou perder a graça de viver pelo que sempre fui feito na vida

 

-0-

 

Silas Correa Leite – Estância Boêmia de Itararé, Cidade Poema

E-mail: poesilas@terra.com.br

Site: www.portas-lapsos.zip.net

Poema da Série “Confesso Que Sofri”

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por zanzes às 11h39
[] [envie esta mensagem
] []





Vida de Poeta

 


Até onde vou, todo mundo sabe,
Vou ver se ainda estou na esquina
Antes que essa poesia louca acabe
E eu já não saiba a que ela se destina.

O coração no peito rufa, bate,
Escoiceia e vai ao encontro da rima,
Como um cão que pra própria cauda late,
E dá voltas, e, em círculos, gira.

Talvez esse lirismo que me invade
E me leva a escrever linha após linha
Seja só ego e o cúmulo da vaidade.

Pode ser também apenas a idade,
Lindezas que o tempo na gente inspira
Depois de tanta espera na fila!

Antonio Thadeu Wojciechowski
 


Escrito por zanzes às 12h36
[] [envie esta mensagem
] []





VERÔNICA DE VATE: RITA SANTANA

RITA Verônica Franco de SANTANA, nasceu em 22 agosto de 1969, na cidade de Ilhéus, na Bahia.
A ESCRITORA: Publicou seus contos no Diário da Tarde, de Ilhéus e no suplemento cultural do jornal A Tarde, de Salvador, no período em que era editado pelo poeta Florisvaldo Mattos; foi uma das coordenadoras do projeto Universidade em Verso, na UESC (Universidade Estadual de Santa Cruz). Em 2004 publicou o livro de contos Tramela através da Fundação Casa de Jorge Amado, com o prêmio Braskem de Cultura e Arte Literatura – 2004, para autores inéditos. Em 2005 participa da antologia Mão Cheia. Em 2006 publica o livro de poesia Tratado das Veias, através de seleção feita pelo selo As Letras da Bahia, Fundação Cultural do Estado da Bahia. Em 2005 participa da Bienal do Livro da Bahia no projeto Porto da Poesia, organizado pelos editores da revista Iararana. Em 2007, participa da Bienal do Livro da Bahia no Café Literário.
A ATRIZ: Atuou em algumas peças infantis, com destaque para PLUFT, O FANTASMINHA, de Maria Clara Machado, com direção de Pedro Mattos (Ilhéus - 1987/89), interpretando a Mãe de Pluft. Participou de recitais de poesia e feiras culturais no interior da Bahia, explorando o teatro de rua, ao ser uma das fundadoras do grupo “Caras e Máscaras” (Ilhéus - 1990/95). Integrou o elenco de DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS, adaptação do romance homônimo de Jorge Amado, com direção de Fernando Guerreiro (Ilhéus/Salvador - 1992), interpretando Dionísia de Oxóssi. Integrou o elenco da primeira fase da novela RENASCER, produzida pela Rede Globo de Televisão (1993), interpretando a personagem “Flor”. Pequena participação no filme TIETA DO AGRESTE, de Cacá Diegues (1995), interpretando a personagem Tonha (jovem). Integrou o elenco de ERA UMA VEZ UMA MATA, espetáculo infantil de Rita Brito, com direção de Jorge Borges (1998), vivendo a Caipora. Integrou o elenco da montagem FAUSTO ZERO, clássico de Goethe, no Teatro Vila Velha, com direção de Marcio Meirelles (1999), representando Margarida, a amada de Fausto. Integrou o elenco do curta PIXAIM, sob a direção de Fernando Belens (2000), interpretando Adalice. Participou do longa ESSES MOÇOS (2002), dirigido por José Araripe, interpretando Marli. Participou do longa EU ME LEMBRO (2002), dirigido por Edgard Navarro, onde interpretou Lene. Integrou o elenco do episódio “O VESTIDO DE OTÁLIA”, produzido pela TV Globo e dirigido por Sérgio Machado, interpretando a mulher de Cravo na Lapela, em 2002. Em 2006 atuou no filme “JARDIM DAS FOLHAS SAGRADAS” de Póla Ribeiro.


AI DE MIM!


Deu de abrir comissuras na minha pele,
Porque ele partiu.
E nunca mais voltou pra minha alcova,
Pro meu convento de moça,
Pra minhas paúras,
Pra minhas pioras de noiva,
Pros meus pincéis de Almodóvar,
Pra minha cova roxa.
Eu fico esperando volta.
Ai de nós, mulheres feias!
Ai de nós, mulheres tortas!

Deu de abrir fissuras na minha boca,
Porque ele partiu.
E eu fiquei oca,
Fiquei seca,
Virei louça,
Vivi morta.
Ai de nós, mulheres feias!
Ai de nós, mulheres tortas!

Deu de abrir fendas no amor,
Porque ele partiu,
E nunca mais voltou.
Eu sucumbi ao sol:
Comi calêndulas,
Girassóis feridos,
Flores de abóboras,
Serpentes de vidro.
Abri a porta e gritei:
Ai de nós, mulheres feias!
Ai de nós, mulheres tortas!


RITA SANTANA


Escrito por zanzes às 11h32
[] [envie esta mensagem
] []





Na Cozinha

 


Júlia Moura Lopes

(Daniel Francoy)
 
Eu nunca disse que o amo
porque o amo em silêncio dentro de mim.

Amo-o quando a tarde poisa sobre os telhados
e o cheiro do jantar,
é o cheiro do crepúsculo.
Adora sardinhas fritas
beringelas à Milaneza
e nas noites frias
gosta de sopa.

é também em silêncio que ele se senta à mesa
e com um sorriso
diz que a vida é suor..
e pondo o café para coar
diz que me protege!

depois, pega o filho no colo
e mostra as lagartixas na parede da varanda
O seu amor tem cheiro de café feito na hora
e a alegria, são as samanbaias no quintal
enquanto lavo os pratos
e ele varre o chão.

 
[Daniel Francoy]


Escrito por zanzes às 12h47
[] [envie esta mensagem
] []





 


Escrever um fim


É assim...


Não adianta lápis de cor.


O quadro é negro


E não temos apaga-dor




(Moacir Caetano, do Blog de 7 Cabeças)


Escrito por zanzes às 10h58
[] [envie esta mensagem
] []





 

Cantiga de Beijação

 

 

Dei um beijo na formiga

Pulou fora comprar briga

 

Dei um beijo no tatu

Foi aquele randevu

 

Dei um beijo numa rã

Manheceu morta di manhã

 

Dei um beijo na cunhada

Se quedou da pá virada

 

Dei um beijo no lagarto

Que finou depois de um sarto

 

Dei um beijo num pangaré

Que fuzilou pra Itararé

 

Dei um beijo numa guria

Caiu dura ficou fria

 

Dei um beijo numa lesma

Caiu gosma ali mesma

 

Dei um beijo numa saúva

Padeceu de ficar viúva

 

Dei um beijo no jaó

Abotoou o paletó

 

Não posso mais beijar ninguém

Ou o mundo inteiro fica sem

Ninguém

 

-0-

 

Letra: Silas Correa Leite

(Aceita se Música)

E-mail: poesilas@terra.com.br

(Poeminho Infantil Querendo Ser Letra de Cantação)

 

 



Escrito por zanzes às 10h20
[] [envie esta mensagem
] []





"A amizade, é o maior de todos os bens; tão necessária à vida

quanto a água, o fogo e o ar, ela é para o homem o que o sol

é para a natureza; enfim, é tão agradável, tão honesta (essa

palavra nada significa para mim), que os próprios filósofos a

puseram entre os maiores bens. Pois bem, e se eu vos provasse

que sou eu ainda que dou nascimento e vida a todas as amizades?

 Nada mais fácil, posso prová-lo de forma tão clara quanto o

dia; mas para isso não empregarei nem dilemas, nem silogismos,

nenhum desses raciocínios capciosos de que se servem

geralmente nossos lógicos sutis; contentar-me-ei de seguir

as luzes do senso comum. Fechar os olhos para os

desregramentos dos amigos, iludir-se sobre seus defeitos,

imitá-los, amar neles os maiores vícios, admirá-los como

se fossem virtudes, não é isso o que se chama entregar-se

à loucura? O amante que beija amorosamente uma mancha

 que percebe na pele de sua amante, o outro que cheira

voluptuosamente o pólipo de sua Inês, o pai cujo filho é

 zarolho e que acha seu olhar terno, tudo isso não são

 puras loucuras? Sim, dizei quanto quiserdes que são

loucuras, e loucuras das mais mais completas; mas admiti,

no entanto, que são essas loucuras que formam e mantêm

as amizades". Erasmo, em O elogio da Loucura.




Escrito por zanzes às 12h47
[] [envie esta mensagem
] []







Escrito por zanzes às 12h35
[] [envie esta mensagem
] []







Escrito por zanzes às 01h52
[] [envie esta mensagem
] []





 

 

 

Abismal

Meus olhos estão olhando
De muito longe, de muito longe,
Das infinitas distâncias
Dos abismos interiores.
Meus olhos estão a olhar do extremo longínquo
Para você que está diante de mim
Se eu estendesse a mão, tocaria a sua face.
Mas os cinco dedos pendem como um lírio murcho
Ao longo do vestido.

Aqui tudo é leve, silencioso, indefinido,
Imóvel.
Não tenho mais limites.
Tornei-me fluida como o ar.
Seus olhos têm apelos magnéticos,
Mas estou abismada
Em profundezas infinitas.

Helena Kolody

 



Escrito por zanzes às 18h19
[] [envie esta mensagem
] []





Poemeto (Fragmento)



Tu já tinhas um nome, e eu não sei
se eras fonte ou brisa ou mar ou fllor.
Nos meus versos chamar-te-ei amor.


Eugenio de Andrade


Escrito por zanzes às 12h04
[] [envie esta mensagem
] []







Escrito por zanzes às 11h37
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]